sexta-feira, 29 de abril de 2022

Atividade Aula 02/ Grupo 7 – Pesquisar e postar sobre o segmento de fumo em anúncios impressos. revistas, jornais e placas. Os cigarro e os charutos eram grandes anunciantes da época. Enfoque e analise como esse material era comunicado e discuta as relações éticas, sempre ilustrando e dando exemplos nacionais e regionais quando houver.

Jogadores de futebol no Brasil recomendavam suas marcas preferidas.

3 de março de 1948

Hoje em dia essa propaganda não seria ética, pois de acordo com o anexo J da conar número 4. Não associará o uso do produto à prática de esportes olímpicos e nem se utilizará de trajes de esportes olímpicos para promoção/divulgação de suas marcas.


Chocolates Pan, lançou em 1941 os cigarrinhos de chocolate.

Em uma atitude politicamente correta, a empresa alterou, em 1996, o nome de cigarrinhos para “rolinhos de chocolate” e depois, no início dos anos de 2000, para “Chocolápis”, tudo para não induzir as crianças ao vício do tabagismo.

Hoje em dia essa propaganda não seria ética, pois de acordo com a Conar anexo J número 5. Não fará qualquer apelo dirigido especificamente a menores de 18 anos, e qualquer pessoa que, fumando ou não, apareça em anúncio regido por este Anexo, deverá ser e parecer maior de 25 anos. Então mesmo que não seja uma propaganda de cigarros ela incentiva o público infantil ao tabagismo.


Marca: "Continental" demonstrando sua marca. 1947.

Essa propaganda se torna antiética porque estimula a sexualidade mostrando o cigarro na boca de uma mulher como algo que daria ibope.  

No Anexo J, Cláusula 2 diz: “Não associará o produto a ideias ou imagens de maior êxito na sexualidade das pessoas, insinuando o aumento da virilidade
ou feminilidade dos fumantes.”


Selma, da Cia Souza Cruz - Anúncio de 1945 (Revista "Bello Horizonte").

Essa propaganda se torna antiética porque induz o consumidor ao consumo. 

Anexo J, cláusula 6 diz: “Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.”


Cigarro "York" - Anúncio de  1918 ("Revista da Semana")

O anúncio é considerado antiético pois está induzindo a ideia do consumo como forma de bem estar ou como diz a propaganda “Gosar e fumar”, o que configura um anúncio antiético. 

Cláusula 3 - Não sugerirá ou promoverá o consumo exagerado ou irresponsável, a indução ao bem-estar ou à saúde, bem como o consumo em locais ou situações perigosas ou ilegais.


O anúncio é considerado antiético pois é usado o termo “melhor cigarro” assim induzindo diretamente o consumo do cigarro.

Cláusula 6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.


Tradução “De acordo com uma recente pesquisa nacional: Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro.  Ele é um dos homens mais ocupados da cidade. Enquanto a porta dele diz 2 a 4 horas de trabalho, na verdade ele está trabalhando 24 horas por dia. O médico é um cientista, um diplomata, um simpático amigo e humano. Tudo em um só, não importa o quão longo e difícil seja o seu cronograma.” 

No período de 1920 à 1949, a propaganda era usada como uma forma de associar o tabagismo a um status social. Isso foi feito de diversas maneiras, como peças publicitárias sobre maternidade, noivas, papai Noel etc. No exemplo abaixo, podemos observar a imagem de um profissional da área da saúde para passar uma maior credibilidade e confiança em relação ao uso e consequências do cigarro. Vários médicos sugeriam marcas de cigarro em grandes revistas norte-americanas, no entanto a prática por muito tempo não foi vista como anti-ética. 

No ano de 2010, ocorreu em Brasília uma mostra sobre propagandas divulgadas no período citado. Um dos focos desse evento foi uma exposição de um painel com peças voltadas às mulheres. Segundo o curador, a indústria do tabaco no início do século XX percebeu que o público feminino era um mercado com grande potencial de crescimento. As mulheres começaram a conquistar novos espaços sociais, e não demorou muito para as empresas usarem símbolos como sensualidade e glamour para atraí-las e persuadi-las a se tornarem fumantes. Fumar se tornará um símbolo de libertação e independência feminina.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 



Propaganda da marca “Lucky Strike” publicada na revista “Magazine of Wall Street” em 26 de Julho de 1930.

 Tradução: 20,679 clínicos dizem “Os sortudos são menos irritantes” “Isto é tostado” Sua proteção de garganta contra irritações – contra tosses.  

Acredito que seja antiética pois, além de mostrar uma figura de autoridade ou de referência para aumentar a credibilidade e induzir o consumo, por o cigarro ser “tostado”, aumenta ainda mais a credibilidade de que o produto possui propriedades que protejam a garganta, ferindo assim a cláusula 1 e 6 do anexo “J” do Conar. Há ainda outro texto, no canto inferior esquerdo, dizendo que esse número (20,679 clínicos) foram checados e aprovados, independentemente de sua validação.

1 - Não sugerirá que os produtos possuam propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga, a tensão ou produzam qualquer efeito similar.

6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.


Propaganda da marca de cigarros Hollywood do grupo Souza Cruz na edição de fevereiro de 1949 da revista “Ilustração Brasileira”

Na página da revista há duas fotografias, cada uma mostrando dois atores famosos da época dançando, Carmen Miranda e Wallace Beery. O texto abaixo das fotografias diz que elas se tratam do novo filme de Carmen, “O Príncipe Encantado”. No segundo texto abaixo, diz que, para os artistas, a qualidade é a única coisa que interessa em um cigarro e, por isso, os cigarros da marca seriam a melhor opção.

Acredito que esta propaganda seja antiética por associarem celebridades famosas ao cigarro, ferindo assim a cláusula 6 do anexo “J” do Conar.

6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.



ALUNOS:

Isabela de Sousa Prudêncio

Celina Jácome de Araújo Silva

Ana Júlia Macena

André Vasconcelos Campos Ribeiro

Carolynna Santos Silva

Leon Silva




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