Jogadores de futebol no Brasil recomendavam suas marcas preferidas.
3 de março de 1948
Hoje em dia essa propaganda não seria ética, pois de acordo com o anexo J da conar número 4. Não associará o uso do produto à prática de esportes olímpicos e nem se utilizará de trajes de esportes olímpicos para promoção/divulgação de suas marcas.
Chocolates Pan, lançou em 1941 os cigarrinhos de chocolate.
Tradução “De acordo com uma recente pesquisa nacional: Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro. Ele é um dos homens mais ocupados da cidade. Enquanto a porta dele diz 2 a 4 horas de trabalho, na verdade ele está trabalhando 24 horas por dia. O médico é um cientista, um diplomata, um simpático amigo e humano. Tudo em um só, não importa o quão longo e difícil seja o seu cronograma.”
No período de 1920 à 1949, a propaganda era usada como uma forma de associar o tabagismo a um status social. Isso foi feito de diversas maneiras, como peças publicitárias sobre maternidade, noivas, papai Noel etc. No exemplo abaixo, podemos observar a imagem de um profissional da área da saúde para passar uma maior credibilidade e confiança em relação ao uso e consequências do cigarro. Vários médicos sugeriam marcas de cigarro em grandes revistas norte-americanas, no entanto a prática por muito tempo não foi vista como anti-ética.
No ano de 2010, ocorreu em Brasília uma mostra sobre
propagandas divulgadas no período citado. Um dos focos desse evento foi uma
exposição de um painel com peças voltadas às mulheres. Segundo o curador, a
indústria do tabaco no início do século XX percebeu que o público feminino era
um mercado com grande potencial de crescimento. As mulheres começaram a
conquistar novos espaços sociais, e não demorou muito para as empresas usarem
símbolos como sensualidade e glamour para atraí-las e persuadi-las a se
tornarem fumantes. Fumar se tornará um símbolo de libertação e independência
feminina.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Propaganda da marca “Lucky Strike” publicada na revista “Magazine
of Wall Street” em 26 de Julho de 1930.
Tradução: 20,679
clínicos dizem “Os sortudos são menos irritantes” “Isto é tostado” Sua proteção
de garganta contra irritações – contra tosses.
Acredito que seja antiética pois, além de mostrar uma figura
de autoridade ou de referência para aumentar a credibilidade e induzir o
consumo, por o cigarro ser “tostado”, aumenta ainda mais a credibilidade de que
o produto possui propriedades que protejam a garganta, ferindo assim a cláusula
1 e 6 do anexo “J” do Conar. Há ainda outro texto, no canto inferior esquerdo, dizendo que esse número
(20,679 clínicos) foram checados e aprovados, independentemente de sua
validação.
1 - Não sugerirá que os produtos possuam propriedades
calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga, a tensão ou produzam qualquer
efeito similar.
6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente
ao consumo.
Propaganda da marca de cigarros Hollywood do grupo Souza
Cruz na edição de fevereiro de 1949 da revista “Ilustração Brasileira”
Na página da revista há duas fotografias, cada uma mostrando
dois atores famosos da época dançando, Carmen Miranda e Wallace Beery. O texto abaixo
das fotografias diz que elas se tratam do novo filme de Carmen, “O Príncipe
Encantado”. No segundo texto abaixo, diz que, para os artistas, a qualidade é a
única coisa que interessa em um cigarro e, por isso, os cigarros da marca seriam
a melhor opção.
Acredito que esta propaganda seja antiética por associarem
celebridades famosas ao cigarro, ferindo assim a cláusula 6 do anexo “J” do
Conar.
6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente
ao consumo.
ALUNOS:
Isabela de Sousa Prudêncio
Celina Jácome de Araújo Silva
Ana Júlia Macena
André Vasconcelos Campos Ribeiro
Carolynna Santos Silva
Leon Silva

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