quinta-feira, 21 de abril de 2022

O passado do nosso presente publicitário: A mudança do Brasil no século XIX

 O passado do nosso presente publicitário: A mudança do Brasil no século XIX

   Napoleão Bonaparte decretou, em 1806, o bloqueio continental, determinando que nenhum país europeu abrisse os portos para os navios ingleses. Portugal, devido à longa aliança política e comercial com a Inglaterra, não aderiu ao decreto. Assim, em um ato secreto, Napoleão negociou com os espanhóis um tratado, que recebeu o nome de Fontainebleau, esse tratado permitia que os franceses atravessassem as terras da Espanha para invadir Portugal. Em troca desse "favor", o reino espanhol poderia se apoderar de um pedaço de Portugal. 

   Nesse contexto, com a iminência de uma invasão francesa em território português, os preparamentos da partida da corte de Portugal para o Brasil foram efetivados - vale ressaltar que em 1807 o o príncipe regente D. João e o rei da Inglaterra Jorge III assinaram uma convenção secreta que transferia a sede monárquica de Portugal para o Brasil. Desse modo, no dia 29 de novembro de 1807, cerca de 15 mil pessoas embarcaram para o Brasil junto de móveis, documentos, dinheiro, obras de arte e a real biblioteca. 

     No dia 22 de janeiro de 1808, a chegada em solo brasileiro ocorreu, a corte portuguesa e seus acompanhantes chegaram em Salvador, sob os sons de saudações, cumprimentos e festejos. Eles permaneceram na Bahia por pouco mais de um mês e depois se dirigiram para o Rio de Janeiro, local que seria declarado capital do Império posteriormente. 



      A corte portuguesa trouxe para o Brasil, inúmeras novidades, uma delas foi o prelo, aparelho manual ou mecânico que serve para imprimir (também conhecido como prensa). Na pressa da fuga ordens foram dadas para que os prelos e tipos recém comprados para a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, em Lisboa, fossem colocados nos navios, dois meses depois a chegada, o príncipe regente D. João VI toma conhecimento do material e manda instalar a Impressão Régia, no dia 13 de maio naquele mesmo ano. 


  Aquele não era um presente comemorativo vindo do próprio aniversariante, Don João VI, para a colônia, aquilo era uma necessidade da coroa, que tinha que informar o povo sobre as decisões tomadas a partir daquele ponto. Como a chegada da imprensa no Brasil foi "tardia" muito se perdeu quanto à relação do povo com esse meio de comunicação, há até hoje sequelas dessa perda, a desconfiança, por exemplo é uma delas. Assim pode-se dizer que surgiram diversas marcas na instituições, na cultura e nas mentalidades do corpo social do Brasil quando se trata dessa nova tecnologia. 

   O primeiro periódico impresso no país  foi a  Gazeta do Rio de Janeiro, marcando uma nova era do Brasil. Além disso, vale ressaltar que o primeiro jornal brasileiro foi o Correio Braziliense, lançado em junho de 1808, em Londres, por Hipólito da Costa, o mensário pretendia difundir, na colônia, as ideias que circulavam na Europa. 

 


   A Impressão Régia imprimiu matérias didáticos para os estudos e formação dos alunos dos primeiros cursos superiores do país, tendo um papel importante na disseminação de conhecimento entre o meio estudantil da colônia americana. Ela, também, imprimiu documentos, textos políticos e obras literárias, a última citada passava primeiramente pela censura prévia antes de entrar em circulação (a censura foi extinta depois de vigorar por alguns períodos). 

   Junto da imprensa no Brasil veio a publicidade, embora não se possa dar um marco inicial definitivo para ela, pois desde que se tem comércio - venda e compra de produtos e serviços - existem os anúncios. Antigamente, antes dos jornais e periódicos serem consolidados como veículos de comunicação, figuras como o "vendedor da pamonha" e o "vendedor do leite" divulgavam seus produtos através da oralidade, esse modo de comunicação está muito longe de ser aquilo que conhecemos como publicidade atualmente, mas pode ser entendido como um dos pontos que a desencadeou. 

   Compreende-se que a publicidade surgiu com a escrita, assim que surgiu a oportunidade de registrar anúncios de produtos e serviços em um meio de comunicação de maior circulação as pessoas perceberam que existia ali uma nova forma de apresentar mercadorias para um maior número de pessoas, impulsionando assim o mercado. 

    

      No Brasil, a publicidade e propagando se destacaram primordialmente em tempos de escravidão, ganhando ainda mais força após a chegando dos jornais os anúncios de compra e venda de escravos se tornaram presentes na publicidade brasileira durante a maior parte do século XIX.    

  



   Nessa época, não existiam teorias e estudos por trás do chamados reclames (propagandas) e nem da publicidade por trás deles, não se preocupavam em manter um código de ética ou em questionar sobre a presença de temas controversos, como a própria escravidão por exemplo. Desse modo, a publicidade foi evoluindo em conjunto com a sociedade brasileira e os seus meios de comunicação, com o passar dos anos e com a tecnologia alguns temas deixaram de ser abordados e regras foram criadas, de modo que todos os indivíduos pertencentes a nossa sociedade possam se sentir bem e respeitados pela publicidade e pela propaganda dos meios de comunicação. 

FIM

Alunos: Cecilia Decaris, Sol Sophia, Artur di Olive, Gustavo Victor, Vinicius Lima e Mariana Carneiro. 













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