sexta-feira, 29 de abril de 2022

Atividade Aula 02/ Grupo 7 – Pesquisar e postar sobre o segmento de fumo em anúncios impressos. revistas, jornais e placas. Os cigarro e os charutos eram grandes anunciantes da época. Enfoque e analise como esse material era comunicado e discuta as relações éticas, sempre ilustrando e dando exemplos nacionais e regionais quando houver.

Jogadores de futebol no Brasil recomendavam suas marcas preferidas.

3 de março de 1948

Hoje em dia essa propaganda não seria ética, pois de acordo com o anexo J da conar número 4. Não associará o uso do produto à prática de esportes olímpicos e nem se utilizará de trajes de esportes olímpicos para promoção/divulgação de suas marcas.


Chocolates Pan, lançou em 1941 os cigarrinhos de chocolate.

Em uma atitude politicamente correta, a empresa alterou, em 1996, o nome de cigarrinhos para “rolinhos de chocolate” e depois, no início dos anos de 2000, para “Chocolápis”, tudo para não induzir as crianças ao vício do tabagismo.

Hoje em dia essa propaganda não seria ética, pois de acordo com a Conar anexo J número 5. Não fará qualquer apelo dirigido especificamente a menores de 18 anos, e qualquer pessoa que, fumando ou não, apareça em anúncio regido por este Anexo, deverá ser e parecer maior de 25 anos. Então mesmo que não seja uma propaganda de cigarros ela incentiva o público infantil ao tabagismo.


Marca: "Continental" demonstrando sua marca. 1947.

Essa propaganda se torna antiética porque estimula a sexualidade mostrando o cigarro na boca de uma mulher como algo que daria ibope.  

No Anexo J, Cláusula 2 diz: “Não associará o produto a ideias ou imagens de maior êxito na sexualidade das pessoas, insinuando o aumento da virilidade
ou feminilidade dos fumantes.”


Selma, da Cia Souza Cruz - Anúncio de 1945 (Revista "Bello Horizonte").

Essa propaganda se torna antiética porque induz o consumidor ao consumo. 

Anexo J, cláusula 6 diz: “Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.”


Cigarro "York" - Anúncio de  1918 ("Revista da Semana")

O anúncio é considerado antiético pois está induzindo a ideia do consumo como forma de bem estar ou como diz a propaganda “Gosar e fumar”, o que configura um anúncio antiético. 

Cláusula 3 - Não sugerirá ou promoverá o consumo exagerado ou irresponsável, a indução ao bem-estar ou à saúde, bem como o consumo em locais ou situações perigosas ou ilegais.


O anúncio é considerado antiético pois é usado o termo “melhor cigarro” assim induzindo diretamente o consumo do cigarro.

Cláusula 6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.


Tradução “De acordo com uma recente pesquisa nacional: Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro.  Ele é um dos homens mais ocupados da cidade. Enquanto a porta dele diz 2 a 4 horas de trabalho, na verdade ele está trabalhando 24 horas por dia. O médico é um cientista, um diplomata, um simpático amigo e humano. Tudo em um só, não importa o quão longo e difícil seja o seu cronograma.” 

No período de 1920 à 1949, a propaganda era usada como uma forma de associar o tabagismo a um status social. Isso foi feito de diversas maneiras, como peças publicitárias sobre maternidade, noivas, papai Noel etc. No exemplo abaixo, podemos observar a imagem de um profissional da área da saúde para passar uma maior credibilidade e confiança em relação ao uso e consequências do cigarro. Vários médicos sugeriam marcas de cigarro em grandes revistas norte-americanas, no entanto a prática por muito tempo não foi vista como anti-ética. 

No ano de 2010, ocorreu em Brasília uma mostra sobre propagandas divulgadas no período citado. Um dos focos desse evento foi uma exposição de um painel com peças voltadas às mulheres. Segundo o curador, a indústria do tabaco no início do século XX percebeu que o público feminino era um mercado com grande potencial de crescimento. As mulheres começaram a conquistar novos espaços sociais, e não demorou muito para as empresas usarem símbolos como sensualidade e glamour para atraí-las e persuadi-las a se tornarem fumantes. Fumar se tornará um símbolo de libertação e independência feminina.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 



Propaganda da marca “Lucky Strike” publicada na revista “Magazine of Wall Street” em 26 de Julho de 1930.

 Tradução: 20,679 clínicos dizem “Os sortudos são menos irritantes” “Isto é tostado” Sua proteção de garganta contra irritações – contra tosses.  

Acredito que seja antiética pois, além de mostrar uma figura de autoridade ou de referência para aumentar a credibilidade e induzir o consumo, por o cigarro ser “tostado”, aumenta ainda mais a credibilidade de que o produto possui propriedades que protejam a garganta, ferindo assim a cláusula 1 e 6 do anexo “J” do Conar. Há ainda outro texto, no canto inferior esquerdo, dizendo que esse número (20,679 clínicos) foram checados e aprovados, independentemente de sua validação.

1 - Não sugerirá que os produtos possuam propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga, a tensão ou produzam qualquer efeito similar.

6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.


Propaganda da marca de cigarros Hollywood do grupo Souza Cruz na edição de fevereiro de 1949 da revista “Ilustração Brasileira”

Na página da revista há duas fotografias, cada uma mostrando dois atores famosos da época dançando, Carmen Miranda e Wallace Beery. O texto abaixo das fotografias diz que elas se tratam do novo filme de Carmen, “O Príncipe Encantado”. No segundo texto abaixo, diz que, para os artistas, a qualidade é a única coisa que interessa em um cigarro e, por isso, os cigarros da marca seriam a melhor opção.

Acredito que esta propaganda seja antiética por associarem celebridades famosas ao cigarro, ferindo assim a cláusula 6 do anexo “J” do Conar.

6 - Não empregará imperativos que induzam diretamente ao consumo.



ALUNOS:

Isabela de Sousa Prudêncio

Celina Jácome de Araújo Silva

Ana Júlia Macena

André Vasconcelos Campos Ribeiro

Carolynna Santos Silva

Leon Silva




sexta-feira, 22 de abril de 2022

Grupo 7 - Propaganda no Brasil: Mercados de produtos de higiene e beleza no Brasil em periódicos (jornais/ilustração)

         Atividade Aula 1 - Grupo 7 - Propagandas no Brasil: Mercados de produtos de higiene e beleza no Brasil em periódicos (jornais/ilustração).

        

           O mercado de produto de higienização e beleza no século XIX era muito precário. Os produtos foram surgindo ao longo do século, mais precisamente no final, que foi criado o papel higiênico, antes disso, a higiene era feita com o que tinha disponível ao alcance das mãos e muitas vezes com a própria mão. Os ricos usavam pedaços de tecido, enquanto os pobres usavam trapos velhos e até as mãos. Tomar banho, desodorante e escovar os dentes não era nada comum, naquela época muitas pessoas acreditavam que o banho não era algo saudável, que poderia causar doenças, e mesmo aqueles que decidiam tomar banho não tiravam as roupas de baixo, e foi assim até o final do século XIX em muitos países.

           Nessa época a maior parte da população usava métodos caseiros de higiene e beleza, o público que utilizava os produtos do comércio faziam parte da elite.

            Segue alguns exemplos de propagandas:

          


                   Essa campanha foi desenvolvida no século XIX, onde viabilizava a Banha Veado. Tal produto tinha um alto reconhecimento no mercado, com isso não havia necessidade de destacar outras propriedades do produto da propaganda. O destaque se encontrava na importação da banha, original do Rio Grande do Sul.


                     Essa foi uma campanha do exilir nutrogenol gramado na revista ilustração paulista, de 1912. Destacando que era algo recomendado pelas celebridades, como forma persuadir o público a comprar o produto.

                 
                             Na época o mercado apresentava esse produto como solução para diversos problemas, entre eles: assadura, queimaduras, furunculose, dentre outros. Este anúncio foi vinculado ao jornal Amazonas.

         Alunos: Gabriel Hirle, Isabella Lago, Isadora Sales e Mariana Gonçalves.


Os anúncios publicitários nos veículos de comunicação no regime escravocrata.

A escravidão no Brasil foi implantada no início do século XVI, desempenhando uma importante influência sobre a estrutura social nacional, onde durou cerca de 300 anos terminando com a abolição do regime escravocrata através da Lei Áurea em 1888. Dessa forma, nota-se grande influxo    nos anúncios de comercialização de escravos, tendo em vista os veículos de comunicação da época como os jornais e os rádios que eram utilizados para a compra, venda, aluguel e informar a fuga de cativos.

Com isso, observa-se a compra na época sendo executada normalmente pelos cidadãos que buscavam escravos específicos para certas funções sendo anunciados nos 

classificados dos jornais. Por consequência, realizava-se a venda dos escravos que não serviam mais para o uso, destacando-se em geral a qualidade em determinados serviços, buscando atratividade do cativo tentando assim obter a atenção do comprador.




Deste modo, constata-se também aluguel de escravos, realizados comumente por grandes fazendeiros que detinham um número elevado de cativos e oferecia aluguel dos excedentes. O indivíduo que se interessasse em alugar o escravo também anunciava nos jornais o desejo de adquirir o aluguel temporário do mesmo.



Na época, anunciava-se fuga de cativos, tendo um aumento na segunda metade do século XIX. Os anúncios de fuga buscavam recuperar ou ter pistas do paradeiro do escravo fugido. No enunciado, destacava seus aspectos físicos e detalhes, além de um oferecimento de gratificação para quem tivesse maiores informações.



Portanto, nota-se dessa forma que, a sociedade brasileira embora ainda atrasada possui avanços significativos ao que diz respeito a humanidade para com o próximo, havendo evolução não apenas social mas também publicitaria já que os anúncios não possuem o conteúdo intolerável da época, tendo em vista que nos dias atuais felizmente preocupam-se em manter códigos morais e éticos.

Referências: https://www.todamateria.com.br/escravidao-no-brasil/ https://saopauloantiga.com.br/anuncios-de-escravos/

Alunos: Antônio Monteiro, Brenda Alves, Camille Rodrigues, Raul Senna e João Gabriel Santana.
  
*Todos os anúncios foram tirados do extinto correio paulistano entre os anos de 1857 à 1879.




 







Atividade Aula 01/Grupo 10 – pesquisar e postar sobre as propagandas realizadas em placas de rua, anúncios outdoor, cartazes e panfletos, mídias muito utilizadas na época mesmo com pouca tecnologia de impressão. Ilustre e de exemplos.

Óleo de São Jacob, o reclame foi publicado no jornal A Província de São Paulo em 30/04/1889.

A tecnologia usada para a impressão foi a Prensa Móvel, é um dispositivo que aplica pressão numa superfície com tinta, transferindo-a para uma superfície de impressão, geralmente papel ou tecido. Ela é normalmente utilizada para imprimir textos , mas também foi adaptada para impressão em larga escala de imagens.

O público alvo do reclame são pessoas doentes, com dores, por se tratar de um produto medicinal.

 

Telhas de Cimento, o reclame foi publicado no jornal O Estado de São Paulo em 13/07/1898.

A tecnologia usada para a impressão foi a Prensa Móvel, é um dispositivo que aplica pressão numa superfície com tinta, transferindo-a para uma superfície de impressão, geralmente papel ou tecido. Ela é normalmente utilizada para imprimir textos, mas também foi adaptada para impressão em larga escala de imagens.

O público alvo do reclame eram pessoas de muitas riquezas, que tivessem posses e quisessem reformar ou construir imóveis com maior resistência, por se tratar de um reclame de telhas de cimento.

Anúncio do elixir Nutrogenol Granado na Revista Ilustração Paulista, de 1912.

A tecnologia usada foi a revista citada acima e se trata de um elixir apresentado para combater muitos males, entre eles: fraqueza, anemia, raquitismo entre outros. Para ilustrar o poder do tônico, um homem combatia com um urso.

O público alvo do reclame não se limitava a um gênero, mas sim sobre as necessidades da persona, pois se tratava de um elixir para combater dores, doenças e dentre outros.

Anúncios da loja Mappin na Revista da Semana, de 1910

A tecnologia usada foi a “revista da semana” em que o anúncio foi veiculado. Nele é retratado a imagem da janela de uma casa, assim fazendo referência a cortina, item principal do anúncio.

O público alvo da propaganda aparentemente é o público feminino, por ser tratar de um item decorativo para um lar e um dos focos juntamente com a cortina ser uma mulher sentada no sofá com uma criança, assim fazendo referência ao público feminino.

Propaganda de Ping Pong da loja de brinquedos Tango, anunciada na revista mensal O Echo em dezembro de 1918

Tecnologia: impressão por meio da prensa móvel na revista mensal;

Público-alvo: público infantil tanto masculino quanto feminino de qualquer classe social, por ilustrar duas crianças de gêneros opostos, por enaltecer a variedade de produtos como brinquedos, bonecas e jogos, e por mostrar vários preços diferentes do Ping Pong, seja esse do mais barato até o mais caro.

Reclame em um jornal sobre a fuga de escravos em Pirassununga, Junho de 1886.

Tecnologia: impressão por meio da prensa móvel no jornal.

Público-alvo: qualquer um que estiver interessado em entregar os escravos na fazenda por uma recompensa de cem mil réis cada.

Presente no mercado mundial desde 1899, a Fiat conquistou o mundo com variados modelos de automóveis. Apresentamos um anúncio de 1919, onde a marca italiana apresentava aos brasileiros o modelo 505. Seja conversível ou não, nota-se que o público-alvo da época tinha que desembolsar um considerável valor para eliminar os cavalos, carroças ou carruagens para se locomover.


Anúncio da cerveja Holstia Bier no Jornal O Estado de São Paulo, de 1894

A tecnologia usada foi litogravura. Se trata de uma impressão feita por meio de desenhos sobre uma matriz porosa.

O público-alvo era a família e os grupos domésticos de classe mais alta com condições de aquisição do produto.


Cartaz de Elixir. Pelotas, 1886


Cartaz da Viação do Rio Grande, em 1808


Cartaz de Salão em 1867.


Cartaz original produzido em 1899 e publicado em 1900.


ALUNOS:

Isabela de Sousa Prudêncio

Celina Jácome de Araújo Silva

Ana Júlia Macena

André Vasconcelos Campos Ribeiro

Carolynna Santos Silva

Leon Silva


ATIVIDADE AULA 1 \ GRUPO 3 PROPAGANDAS DE GUERRA: RECRUTAMENTOS E ANÚNCIOS



  O primeiro sinal de propagandas voltadas para rebeliões e guerras acontece na época de Tiradentes, onde santinhos eram feitas coma ideia de valorizar a imagem dos militares do exército, sobretudo como novo grupo político e republicano.

Cartaz usado pelos Estados Unidos para atrair os homens para a marinha.

  Porem as propagandas com viés de guerra só foram chegar no Brasil durante a segunda guerra mundial, após o rompimento de relações e a declaração de guerra da Alemanha, Itália e Japão.



Cartazes usados durante a guerra para atrair à população jovem para lutar.

 

 

 Após a declaração de guerra os laços com os Estados Unidos ficaram mais fortes, possibilitando a influência de propagandas norte americanas, rapidamente a imprensa, cinema, rádio e outros veículos de comunicação do Brasil.


Cartaz usado pelos Estados Unidos na guerra com o uso do famoso Tio Sam. 

 

 Essas propagandas tinham o intuito de afastar qualquer tipo de influência alemã e italiana que poderia ser exercida pelas comunidades imigrantes do país ou por apenas simpatizantes desses países.


 O Brasil também começou a investir em propagandas que enaltecessem as forças armadas do país mostrando-se aparelhadas para lidar com a guerra. Essa propagandas eram exibidas através dos cine-jornais ou documentários de curta metragem.


 Eram de exibição obrigatória nos cinemas, mostrando o embarque dos pracinhas, sua atuação no front, as batalhas vencidas, o estado de espírito da população brasileira diante do desenrolar dos acontecimentos na Europa.

 


Referências: https://www.infoescola.com/sociedade/esforco-de-guerra/

 


ALUNOS: Ana Luiza Rodrigues, Elisa Maria Ferreira, Geovanna Acácia, Luiza de Freitas, Gabriela Peixoto, Lorenzo Cabral, Matheus Prado

quinta-feira, 21 de abril de 2022

As influências nas Revistas para Mulheres no Século XIX

 

 

     No Brasil, as publicações dedicadas exclusivamente ao público feminino começaram a serem criadas na primeira metade do século XIX, um período em que muitas mulheres ainda eram analfabetas, e contribuíram para seu desenvolvimento crítico e com o um veículo para sua busca de direitos; como em 30 de outubro de 1897, onde a jornalista Maria Emília escreve e publica seu segundo número no jornal  A Mensageira  o texto de abertura, “Falso encanto”.

"Sempre que se fala em modificar a educação da mulher ou ampliar os seus meios de ação, aparece alguém que faça a apologia da mulher como rainha que deve ser... pela fraqueza! Que o encanto da mulher está justamente na sua ignorância, na sua timidez, na sua infantilidade! Pensem assim ou não, entretanto, queiram ou não queiram, a mulher instruída, forte, capaz de velar à cabeceira de um filho enfermo, auxiliando as perscrutações da ciência; ou de repelir com energia as chalaças de qualquer imbecil, será a mulher do futuro, será a verdadeira companheira do homem, que sabe participar de seus pensamentos e ajudá-lo em todas as resoluções difíceis. A posição negligente de tutelada deixará de existir quando a mulher compreender que sobre seus ombros pesam também as responsabilidades sociais"

       


    Desde 1827, já existiam em revistas direcionadas ao público feminino em circulação em todo o Brasil, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, porém muitas dessas publicações eram escritas por homens mas, ainda assim, esses artigos ainda tinham os direitos das mulheres sendo defendidos. 

     1827 foi importante para o surgimento dessas revistas pois foi o mesmo ano em que surgiu a lei que autorizou a abertura de escolas para as meninas, com isso, aumentando a alfabetização entre elas com a disponibilidade do consumo de tais revistas, com o primeiro jornal nessa linha sendo O Espelho Diamantino, que circulou entre 1827 e 1828 no Rio de Janeiro e trazia como ideal o direito à educação: “Pretender conservá-las em estado de estupidez, pouco acima dos animais domésticos, é uma empresa tão injusta quanto prejudicial ao bem da humanidade”, dizia o periódico.
 

                     

                 Edição de O Jornal das Senhoras de 1852 


      A revista O Jornal das Senhoras, considerada a primeira publicação de “corte feminino”, porque produzida por mulheres e para mulheres, trazia como subtítulo “Modas, Literatura, Belas-Artes, Teatros e Crítica”. Era semanal, com oito páginas, e saía com data de domingo. Costumava trazer brindes para as leitoras: moldes de vestidos e sugestões de penteado, além de partituras de piano.

     Sua criação pode ser atribuída à escritora argentina Joana Manso de Noronha, que migrou com a família para o Brasil, fugindo da perseguição política sofrida por seu pai durante a ditadura de Juan Manuel Rosas. Segundo Joana, que assina o editorial do primeiro número da publicação, O Jornal das Senhoras vinha “para propagar a ilustração e cooperar com todas as forças para o melhoramento social e para a emancipação moral da mulher”. Joanna teria se separado do marido brasileiro em 1853, voltando para a Argentina e continuou lá seu trabalho de educadora e de militante. Em seu lugar, a baiana Violante Ximenes Bivar e Velasco assumiu a condução do periódico até seu final em 1855.




        

     


    No período anterior à Guerra Civil AmericanaGodey's Lady's Book foi uma revista feminina dos Estados Unidos que obteve a maior circulação do gênero.  Sua circulação aumentou de 70.000 na década de 1840 para 150.000 em 1860.                 


   Na virada do século XIX, as mulheres ainda lutavam para conquistar mais espaço e liberdade dentro de uma sociedade conservadora. Houve então uma grande sacada das agências: se as mulheres eram responsáveis pela maior parte das compras da família, por que não explorar o papel relevante delas na sociedade? Este pensamento foi fundamental na valorização das habilidades femininas nos processos criativos a fim de ganhar o mercado.

    Há relatos de profissionais que relacionam a influência das mulheres no universo publicitário à criação da primeira propaganda com apelo sexual. A propaganda era de um sabonete facial e apresentava a seguinte mensagem: “A pele que você ama tocar”. Esta propaganda era ilustrada com a imagem de um casal. Na época, este anúncio representou um avanço na utilização da sexualidade como ferramenta publicitária com uma imagem que, na época, foi bem chamativa.


   

  Com essa maior atenção passada às mulheres e o crescente número de alfabetizados, também surgiram revistas direcionadas às famílias dessas mulheres, entre elas sendo O Tico-Tico. que foi a primeira e a mais importante revista voltada para o público infanto-juvenil no Brasil. O primeiro número circulou em 11 de outubro de 1905, tendo à frente o jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva. Já no ano seguinte tornou-se sucesso nacional de vendas, chegando à impressionante tiragem de 100.000 exemplares por semana.

     Em suas páginas podiam ser encontrados passatempos, mapas educativos, literatura juvenil e informações sobre história, ciência, artes, geografia e civismo. Fotografias e desenhos dos leitores, enigmas e concursos também eram publicados. Contudo o mais singular e pioneiro no semanário foi a publicação de histórias em quadrinhos destinadas ao público infantil no Brasil. Com dois tipos de papel, quatro páginas coloridas e as demais em branco com verde, vermelho e azul, inovações gráficas e visuais, abriu espaço para novos autores, ilustradores e desenhistas.

               

   O formato gráfico tinha influência francesa, porém seus temas e personagens estavam ligados à afirmação de elementos da identidade nacional. 



     Roupas para meninos com muito requinte para o ano de 1916. A loja de departamentoCasa Colombo fazia uso da publicidade em revistas com anúncios chamativos aos pais para aquisição de roupas para o verão. Uma imagem ilustrava a ocasião, com garotos brincando e apresentando as roupas em oferta. 




   Como representado nessa propaganda desenhada, a moda de mais de cem anos atrás não eram tão confortáveis como nos dias atuais. Uma amostra de como os panos imperavam sob os corpos, mesmo nas mais altas temperaturas, está nesta campanha do Mappin em 1918. O anúncio extremamente formal convidavam as damas da sociedade paulista a conhecerem a coleção: "Exma. Snra. Convidamos V. Excia. a visitar as novas Exposições das últimas novidades em blusa, vestidos e roupas brancas para o verão".



Revista ilustrada de Maio de 1919


  Os anos iniciais de 1900 determinaram uma guinada significativa no panorama geral da imprensa brasileira. Os sistemas de produção de impressos, respondendo aos anseios de uma sociedade capitalista, alcançaram o ápice de seu desenvolvimento, tornando-se uma "grande empresa". Fruto desse contexto, os periódicos nacionais relativizaram sua função de agentes mobilizadores de ideias e críticas sociais, para se converterem em dispositivos de entretenimento e alienação ideológica. Com isso, as revistas destinadas ao "belo sexo" não sustentavam mais a intenção de despertarem em suas leitoras o interesse por temas ditos "sérios" como cultura, ciências ou economia, mas, antes, oferecer um conteúdo "leve", desprovido de preocupações políticas. 

  Sendo assim, mesmo inscritas em uma realidade que favorecia a abertura de determinados espaços sociais às mulheres, as revistas a elas endereçadas estavam carregadas de ideologias disciplinadoras, cujos conteúdos limitavam o acesso a certas informações e até mesmo a produtos considerados "úteis" e circunscritos ao universo feminino.




  Possuidora de uma característica acentuadamente elitista, comum aos grandes magazines de informação da época, essa característica reside em sua natureza seletiva e temática, pois, mesmo sendo endereçada a um público variável e exclusivamente feminino, ou seja, burguesia e classe média, ela ainda estava impregnada pelo elitismo cultural que marca a imprensa do século XIX. (NAHES, 2007, p. 103-104).

  Dentre os vários títulos que ganharam notoriedade nessa época encontram-se as revistas femininas Fon-Fon e Jornal das Moças. com a  Fon-Fon se propondo a ser "um semanário alegre, político, crítico e esfuziante", capaz de representar o espírito de modernidade que pairava sobre a capital da República. Em termos de tipologia documental, é possível caracterizá-la como um magazine destinado ao público feminino, com periodicidade semanal e que se auto-proclamava "uma revista literária e ilustrada". 

Com a mudança da mentalidade das agências em como tratar o mercado de revistas femininas, cresceu esse foco em um consumismo mais "simples" que quase que ignorava os assuntos do Brasil e tinham um fascínio pelo estrangeiro, especialmente Paris.

"Fon-fon se transformou em uma cartilha político-educacional obrigatória, que deveria ser seguida incondicionalmente, oferecendo ao público feminino uma cultura de entretenimento, portanto, alienante, pouco questionadora, por meio de publicações como: receitas culinárias, bordados, propagandas, conselhos sobre qual a melhor postura feminina diante do homem (que conviesse a ele, logicamente), além de folhetins, americanos ou ingleses, focando suas lentes, sobremaneira, nas imagens. Moda, moldes e fotografia mencionavam, explicitamente, todas as regras do saber viver, do bom gosto, enfim, regras estas que todas as jovens de boa família deveriam conhecer, para realizar um bom casamento e ter um bom comportamento social." (NAHES, 2007, p. 107).

           

 

 Alunos: Ana Beatriz, Brenda Kriscia, Guilherme Henrique, Henrique Camargo, Isadora Teles, Lanna e Yasmim

  

Referências

https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2015/08/Revistas-femininas-do-s%C3%A9culo-XIX.pdf

https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-03/jornais-foram-os-primeiros-publicar-mulheres-no-brasil

Rose, Anne C. (2004). Voices of the Marketplace: American Thought and Culture, 1830-1860 (em inglês). [S.l.]: Rowman & Littlefield

https://www.bn.gov.br/explore/curiosidades/acervo-tico-tico-mais-importante-revista-voltada-publico

https://www.scielo.br/j/pci/a/DwRXrzxhZRs6k3Wz8GsWsNh/?lang=pt#


O passado do nosso presente publicitário: A mudança do Brasil no século XIX

 O passado do nosso presente publicitário: A mudança do Brasil no século XIX

   Napoleão Bonaparte decretou, em 1806, o bloqueio continental, determinando que nenhum país europeu abrisse os portos para os navios ingleses. Portugal, devido à longa aliança política e comercial com a Inglaterra, não aderiu ao decreto. Assim, em um ato secreto, Napoleão negociou com os espanhóis um tratado, que recebeu o nome de Fontainebleau, esse tratado permitia que os franceses atravessassem as terras da Espanha para invadir Portugal. Em troca desse "favor", o reino espanhol poderia se apoderar de um pedaço de Portugal. 

   Nesse contexto, com a iminência de uma invasão francesa em território português, os preparamentos da partida da corte de Portugal para o Brasil foram efetivados - vale ressaltar que em 1807 o o príncipe regente D. João e o rei da Inglaterra Jorge III assinaram uma convenção secreta que transferia a sede monárquica de Portugal para o Brasil. Desse modo, no dia 29 de novembro de 1807, cerca de 15 mil pessoas embarcaram para o Brasil junto de móveis, documentos, dinheiro, obras de arte e a real biblioteca. 

     No dia 22 de janeiro de 1808, a chegada em solo brasileiro ocorreu, a corte portuguesa e seus acompanhantes chegaram em Salvador, sob os sons de saudações, cumprimentos e festejos. Eles permaneceram na Bahia por pouco mais de um mês e depois se dirigiram para o Rio de Janeiro, local que seria declarado capital do Império posteriormente. 



      A corte portuguesa trouxe para o Brasil, inúmeras novidades, uma delas foi o prelo, aparelho manual ou mecânico que serve para imprimir (também conhecido como prensa). Na pressa da fuga ordens foram dadas para que os prelos e tipos recém comprados para a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, em Lisboa, fossem colocados nos navios, dois meses depois a chegada, o príncipe regente D. João VI toma conhecimento do material e manda instalar a Impressão Régia, no dia 13 de maio naquele mesmo ano. 


  Aquele não era um presente comemorativo vindo do próprio aniversariante, Don João VI, para a colônia, aquilo era uma necessidade da coroa, que tinha que informar o povo sobre as decisões tomadas a partir daquele ponto. Como a chegada da imprensa no Brasil foi "tardia" muito se perdeu quanto à relação do povo com esse meio de comunicação, há até hoje sequelas dessa perda, a desconfiança, por exemplo é uma delas. Assim pode-se dizer que surgiram diversas marcas na instituições, na cultura e nas mentalidades do corpo social do Brasil quando se trata dessa nova tecnologia. 

   O primeiro periódico impresso no país  foi a  Gazeta do Rio de Janeiro, marcando uma nova era do Brasil. Além disso, vale ressaltar que o primeiro jornal brasileiro foi o Correio Braziliense, lançado em junho de 1808, em Londres, por Hipólito da Costa, o mensário pretendia difundir, na colônia, as ideias que circulavam na Europa. 

 


   A Impressão Régia imprimiu matérias didáticos para os estudos e formação dos alunos dos primeiros cursos superiores do país, tendo um papel importante na disseminação de conhecimento entre o meio estudantil da colônia americana. Ela, também, imprimiu documentos, textos políticos e obras literárias, a última citada passava primeiramente pela censura prévia antes de entrar em circulação (a censura foi extinta depois de vigorar por alguns períodos). 

   Junto da imprensa no Brasil veio a publicidade, embora não se possa dar um marco inicial definitivo para ela, pois desde que se tem comércio - venda e compra de produtos e serviços - existem os anúncios. Antigamente, antes dos jornais e periódicos serem consolidados como veículos de comunicação, figuras como o "vendedor da pamonha" e o "vendedor do leite" divulgavam seus produtos através da oralidade, esse modo de comunicação está muito longe de ser aquilo que conhecemos como publicidade atualmente, mas pode ser entendido como um dos pontos que a desencadeou. 

   Compreende-se que a publicidade surgiu com a escrita, assim que surgiu a oportunidade de registrar anúncios de produtos e serviços em um meio de comunicação de maior circulação as pessoas perceberam que existia ali uma nova forma de apresentar mercadorias para um maior número de pessoas, impulsionando assim o mercado. 

    

      No Brasil, a publicidade e propagando se destacaram primordialmente em tempos de escravidão, ganhando ainda mais força após a chegando dos jornais os anúncios de compra e venda de escravos se tornaram presentes na publicidade brasileira durante a maior parte do século XIX.    

  



   Nessa época, não existiam teorias e estudos por trás do chamados reclames (propagandas) e nem da publicidade por trás deles, não se preocupavam em manter um código de ética ou em questionar sobre a presença de temas controversos, como a própria escravidão por exemplo. Desse modo, a publicidade foi evoluindo em conjunto com a sociedade brasileira e os seus meios de comunicação, com o passar dos anos e com a tecnologia alguns temas deixaram de ser abordados e regras foram criadas, de modo que todos os indivíduos pertencentes a nossa sociedade possam se sentir bem e respeitados pela publicidade e pela propaganda dos meios de comunicação. 

FIM